Sobre a Atitude

As férias estão acabando depressa.
Foi essa a constatação que fiz ao cortar mais um dia no meu calendário da Livraria Cultura, hoje. Com esta terça-feira, eu ainda tinha exatos 20 dias. Mas agora já é mais de meia-noite, portanto, nem duas dezenas de dias me sobram em liberdade escolar.

Eu vejo alguns amigos mais velhos, formados no Ensino Médio, aproveitando a tão rara chance de poder ficar descansado até março, pelo menos, que é quando as universidades começam o ano letivo. Bom, pelo menos teoricamente descansados: a tensão pelo resultado do vestibular ou pela perspectiva de se tornar universitário deve deixar as férias menos atraentes.
Mas enfim, eu vejo essas pessoas que terão pelo menos mais dois meses de recesso e fico dividido. Ao mesmo tempo em que gostaria de ter tanto tempo assim a mais de férias, penso que este ano reserva boas coisas no Colégio.

Muita coisa vai estar diferente. Nova turma, nova sala, novos professores, novas disciplinas. Sem falar em tantos e todos os projetos para 2010. Essa parte de mim quer muito que o ano letivo comece logo, e acho que isso é natural. Todo mundo deve sentir um pouco dessa vontade.
Só que a parte de mim que quer estar de férias lamenta por elas estarem acabando. E o motivo é um só: muitos planos, muitas coisas a fazer. Eu sempre faço isso: penso em coisas demais para fazer durante as férias, e no fim das contas não houve tempo ou disposição para realizá-las todas. Não estou reclamando que, até agora, foram férias tediosas. Pelo contrário, eu até que consegui fazer bastante coisa. Só que, agora perto do fim, ainda há coisas demais, projetos demais para realizar. Vários amigos com quem eu queria encontrar, conversar, curtir... não o fiz. Vários lugares que eu queria visitar... não o fiz. Vários livros que eu queria ler, blogs que queria ressucitar, textos que queria escrever, séries e filmes que queria assistir... nada, nada, nada.
De fato, esse deve ser meu problema: exagerar. Eu exagero demais na quantidade de coisas a fazer. E fico frustrado por não conseguir cumprir essas metas. Mais frustrado ainda ao saber que várias vezes, deixei de fazer as coisas não por falta de tempo, mas por preguiça. Sei lá. Eu só queria poder seguir os tão belos e bem organizados cronogramas que crio. Ao menos uma coisa tem acontecido de animador, no quesito "superar um obstáculo": este blog. Ele está fluindo. Eu estou conseguindo de fato manter uma média regular de postagens, mesmo que não façam sentido ou que ninguém comente. Ué, o objetivo não era mesmo esse! Era escrever coisas pessoais, pensamentos, reflexões, e o que desse na telha. E, ao menos isso, tá rolando.
Só que os outros dois tão parados. E eu tenho que dar um jeito nisso. Eu sei que tenho.
Sabe?... eu me identifico muito com um personagem da turma da Mafalda: o Filipe. Ele é aquele amigo que sempre protela pra fazer as tarefas de casa, e se sente mal por isso, se martiriza por isso, sabe que está sendo idiota por ser preguiçoso e deixar as coisas pra fazer depois, mas mesmo assim não muda de atitude. Pra ele, tem mais a ver com as coisas escolares. Pra mim, tem a ver com as coisas escolares e com todo o resto. Eu sou um protelador. Bem menos do que já fui, mas ainda sou.
Só que eu quero acabar com isso esse ano. Não dá pra repetir a preguiça e irresponsabilidade do ano passado. 2010 é um ano de decisões, e de mudanças cruciais na minha vida. Se eu for levar o resto do ano do jeito que estou levando janeiro, não vai prestar não.
Mas tem duas coisas que me confortam:
1) Eu sei que sou capaz de mudar.
2) Desta vez, eu estou disposto a isso.

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